quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Plantão de Notícias das 11h


Escândalo do painel ainda não foi julgado

Envolvido numa série de denúncias de corrupção em sua gestão, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), também terá de prestar contas à Justiça, nos próximos dias, sobre o primeiro grande escândalo de sua carreira política: o episódio da violação do painel do Senado. Quase dez anos depois do caso, o governador foi intimado a prestar depoimento sobre o assunto ao juiz Alexandre Vidigal, da 20ª Vara Federal. O depoimento estava marcado para hoje. Mas, ontem, a defesa de Arruda pediu adiamento, e o interrogatório foi remarcado para quarta-feira, às 9h, na residência oficial em Águas Claras.
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'É deplorável para a classe política', diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou ontem contornar o mal-estar provocado pelas declarações a respeito do escândalo de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Durante visita à capital da Ucrânia, Lula afirmou não ter feito juízo de valor ao comentar que as imagens de pessoas ligadas ao governador recebendo propinas não falavam por si só. Em seguida, ao ser perguntado se as denúncias eram mais um golpe para a classe política, ele reagiu: — É deplorável para a classe política porque nós já mandamos duas propostas de reforma política para o Congresso Nacional e as pessoas não se importam em votar. Se fosse o Jânio Quadros, diria que tem um inimigo oculto que não deixa os projetos serem votados. Não tem um ser vivo no Brasil que não entenda que tem de ter reforma política — disse Lula, que defendeu a realização de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a legislação eleitoral.
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Manifestantes invadem e depredam Câmara

Manifestantes que pedem o impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), invadiram ontem o plenário da Câmara Legislativa. Carregando um caixão, cerca de 150 estudantes, sindicalistas e dirigentes de partidos de oposição forçaram a entrada, passaram pelos seguranças e tomaram conta do plenário, onde não havia deputados. A ocupação ocorreu às 15h. No tumulto, um segurança ficou ferido e foi levado de ambulância.
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Para Temer, denúncia é acusação de 'gente vil'

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), disse ontem estar indignado com a denúncia de que seu nome aparece em documento da construtora Camargo Corrêa, que seria uma planilha paralela de gastos na qual o parlamentar é citado ao lado de valores.

O documento faria parte do material recolhido pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia. Irritado, Temer disse que se trata de uma acusação de “gente vil” e que recebeu doações dentro da lei na última campanha.

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