sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Plantão de Notícias das 09h


1. Bolsa deve avanço a Lula, diz Mantega

Se o governo ficasse parado, o real se valorizaria a "ponto de o dólar valer R$ 1,30, R$ 1,40", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista à Folha. Para ele, os dirigentes da Bolsa "estão reclamando de barriga cheia" e não podem pensar só no "seu umbigo".

Ontem, ele se reuniu com o presidente da Bovespa, Edemir Pinto, que critica a criação do IOF de 2% sobre investimento estrangeiro em ações. "Nunca na história de um governo a Bolsa teve uma expansão tão fantástica quanto na nossa administração", defendeu-se Mantega, afirmando que a taxação é um recado aos que apostam que vão levar o dólar a R$ 1,30: "Tirem o cavalo da chuva porque não será assim".
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2. Sarney engaveta reforma que ele mesmo prometera



Quase nove meses depois do senador José Sarney (PMDB-AP) assumir a presidência da Casa com a promessa de resgatar a imagem do Senado, ele não tirou nenhuma das medidas anunciadas do papel.

Passada a turbulência dos últimos meses, a folha de pagamento, de R$ 2,1 bilhões, se mantém intacta. Os senadores não aceitam reduzir o número de funcionários de confiança, hoje estimados em 2,8 mil. Os 3,5 mil servidores terceirizados também pressionam Sarney para não serem demitidos. A tática tem dado certo.
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3. Aécio mantém viagens, mas desiste de licença

O governador de Minas Gerais e pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, não vai mais se licenciar do cargo para viajar em busca de apoios pelos estados.

Em entrevista ontem no Palácio da Liberdade — durante lançamento de campanha para valorização da pessoa idosa, que teve a participação do cantor Zezé di Camargo e do jogador do Corinthians Ronaldo —, disse que não cogita mais a ideia, mas deve cumprir agenda conjunta de viagens ao lado do governador de São Paulo, José Serra, que disputa com ele a vaga de candidato em 2010.
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4. Desemprego recua, mas a qualidade do trabalho

A taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do país cedeu de 8,1% em agosto para 7,7% em setembro e voltou ao patamar pré-crise. Repetiu a marca de setembro de 2008 e foi a menor desde dezembro daquele ano (6,8%), quando estourou a crise financeira global.

O resultado não significa, porém, que o mercado de trabalho tenha se recuperado totalmente do impacto da crise: neste ano, a geração de vagas ainda está mais fraca do que em 2008 e a informalidade se mostra crescente, segundo o IBGE.
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5. Hospitais privados reduzem leitos do SUS



Os leitos na rede pública de saúde vêm minguando ano a ano. Pesquisas indicam que os hospitais privados estão reservando aos clientes dos planos de saúde os leitos que antes eram destinados aos doentes do Sistema Único de Saúde.

Entre 2000 e 2009, apesar do crescimento da população, a quantidade de leitos do SUS -em hospitais públicos e em hospitais privados conveniados ao governo- caiu 26%, segundo o Ministério da Saúde.

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